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Enzimas aceleram a degradação dos plástico

Enzimas aceleram a degradação dos plástico

Investigadores portugueses, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), desenvolveram projecto de investigação que permitiu criar enzimas mutantes, com o intuito de acelerar a degradação do plástico, em específico o  tereftalato de polietileno (PET).

Este projecto pretende oferecer uma solução industrial e inovadora para biodegradar estes plásticos, que são os mais produzidos no mundo para utilização em embalagens e produtos têxteis. As enzimas são produzidas pela bactéria Ideonella sakaiensis, que apresenta elevada capacidade de degradar este plástico à temperatura ambiente. O grupo de investigação considera que, como se trata de bactérias e enzimas, esta é uma solução igualmente ecológica.

Já desde 2016 que se houve falar da Ideonella Sakaiensis, quando esta bactéria foi encontrada no Japão, nos sedimentos de um centro de reciclagem de embalagens de plástico. Até a actualidade, esta é a única bactéria que evoluiu para conseguir alimentar-se de plástico. Agora, chamam-se de mutantes pois precisaram de passar por um processo de mutação em laboratório para ser mais rápidas e estáveis.

O projecto decorrerá até 2023, sendo que actualmente encontra-se em fase experimental e de testes, por forma a aumentar a eficiência e eficácia do processo. O projecto é financiado pelo PRACE (Partnership for Advanced Computing in Europe) e integra simulações num supercomputador, o Mare Nostrum.

22 fevereiro 2021